quinta-feira, 10 de maio de 2012

London.

Não, não foi justo o que fizeram com nós, amor. É, foi sim a hora de parar de se enganar e ver a realidade. Amor? Qual amor? Aquele que faltou da sua parte, e sobrou da minha, por afinal, eu sempre sou egoísta e como toda, tenho sempre que ficar com a maior parte ... maior parte do amor, da dor, das lágrimas e principalmente a maior parte da tarefa diária e árdua de tentar de te esquecer. c

sábado, 28 de janeiro de 2012

Jeito

Eu adoro o jeito como você me mima,o jeito absurdamente encantador que me fez imaginar nós dois deitados, escutando o barulho do vento e sentindo a brisa das árvores. Sua voz grave, me ampara. Seu jeito bobo, me ensandece. E ai, basta só um "Oi" para que eu me entregue totalmente aos seus encantos. Droga, esse fascínio vai me deixar louca... louca por você.
E agora?
Esqueci?
Tentei?
Retornar?
... Bem, infelizmente tudo na vida tem prazo de validade, até os amores.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Despedidas

O amor as palavras e o exagero me despossuíram nesse último mês. Maio, que mês medíocre. Tão medíocre que me sugou até a paixão e a adrenalina que eu sentia pela vida, me senti uma velha sedentária de 80 anos, sentada numa cadeira esperando o tempo passar. Pensei, recriei, desamei milhões e milhões de vezes, e a conclusão disso tudo ? - Eu não sirvo pra pensar antes de fazer, afinal, pensar demais é uma merda que te suga toda a coragem que otimismo te deu. Mas Maio trouxe uma coisa que nem o melhor mês já me ofereceu : a capacidade de dizer Adeus. Me desprendi de tudo que me fazia mal e disse Adeus, não um até logo como eu sempre fiz, mas uma despedida verdadeira sem rodeios, mágoas, ou qualquer cogitação de voltar atrás. Eu fui capaz de me libertar e adestrar para esquecer tudo que um dia já me obrigou a tomar doses de conhaque e fumar maços de cigarro. Finalmente eu aprendi a dizer : Ah foda-se, vai pela sombra e me esquece de vez.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Darwinista

Na verdade estava tudo uma tremenda merda, mas eu continuava estampando aquele sorriso falso que só eu ser fazer. E depois de tanta atuação vieram me perguntar : - De onde você tira tanta força ? Ah, meu querido, minha força vem dá dor, vem do sangue árduo e quente, da falsidade, do egoísmo, do orgulho. Minha gana de continuar e tentar ser melhor sempre foi maior que o cansaço supérfluo da alma. Meu caro, a vida não mima ninguém, não há espaço para fraqueza. Ou você chora, ou faz alguem chorar. É assim a lei da seleção natural.

Doce vingança.

O ar está engasgado, os olhos continuam secos, acredite eu estou chorando por dentro. - Donzela do orgulho ferido, desiludida, pseudo-amada, completamente confusa- . É tão frio lá fora, chove tanto ... mas por incrível que pareça ser, é bem mais frio aqui dentro. Um frio cor de gelo, com gosto de saudade e resquício de possessão ... era como se parte do meu coração tivesse sido arrancada e qualquer momento poderia ser pisada e magoada. Gradativamente, um ódio ia se alastrando pelo meu corpo ... iria me pagar por isso, nem que fosse com o próprio sangue sujo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O tempo não passou.

O céu brilhava, o sol ardia, os pássaros cantavam e seria lindo se não fosse patético.


Calcei um all-star velho, um short marrom e blusa roxa. Baguncei o cabelo, pintei os lábios de vermelho e os olhos de preto e finalmente saí. Sem destino, sem rumo, sem documentos. Passei pela cidade da minha adolescência, ainda tinha o mesmo cheiro e aspecto, as árvores balançavam e a adrenalina que aquela cidade me ofereceu aos 14 anos era inesplicável. E lá, eu lembrei do meu primeiro cigarro, da primeira bebida, da primeira tristeza, do primeiro amor. Ai que nostalgia nojenta. Peguei minha carteira de L.A, o isqueiro prata e me afundei na fumaça. 5 haviam se passado, e as frustrações e medos eram os mesmos ... isso tudo é tão patético. Sentei em meio fio, e vi os carros passarem, parecia que em vez de nicotina eu fumava nostalgia. Tudo tão trágico, tão cômico. Eu passei 5 anos dizendo foda-se e empurrando os problemas pra debaixo da calçada, não seria agora que eu iria mudar tudo. Então, aceitei minha cretinice e fui embora, com 2 cigarros na mão, nenhum neorônio na cabeça e com lágrimas entaladas.

Super normal e rotineiro.